segunda-feira, 11 de junho de 2007

Governo Tracajá

Do blog do jornalista Altino Machado

Todos conhecem aquela historinha da árvore que cai em cima do jabuti e o animal consegue sobreviver alguns meses sem comida e água. A árvore começa a apodrecer e o jabuti passa a se alimentar dos bichos que surgem no vegetal.

Talvez a história não tenha nada a ver, mas como o governador Binho Marques (PT) ganha fama pela deliberada lentidão com que conduz sua gestão, bem que o tracajá poderia substituir aquela árvore da marca do "governo da floresta".

Leia mais aqui.

Comentário deste blog: A lentidão se explica pela falta de projeto político. Em oito anos de mandarinato vianista, a lengalenga era a florestania, mas o governo fazia a alegria mesmo era dos empreiteiros. Conheço gente que ficou rica no último ano de mandato, e tento imaginar o milagre da multiplicação do patrimônio dos que mamaram oito. Muitos, inclusive o Altino, passaram a campanha dizendo que a oposição não tinha projeto, como se os petralhas tivessem algum. Florestania é conversa pra boi dormir, neologismo bonitinho pensado pelo Toinho Alves em um dos seus muitos momentos de inspiração, mas que não tem aplicação prática. Binho, o burrocrata, perde-se em questões de gabinete, que ele adora. Concordo com o Altino na crítica, mas sugiro que se adote como símbolo do governo não o tracajá, mas a a preguiça-de-coleira. Como o governador, o bicho é da Bahia.

domingo, 10 de junho de 2007

Jornalista Archibaldo Antunes lança romance

Golby Pullig, d'A Gazeta

Meses de pesquisa, um ano de inteiro de trabalho e seis de espera para ver impresso um desejo nascido diante de um barranco às margens do Rio Acre. “Amazônia dos brabos” veio na forma do primeiro volume da Coleção Biblioteca Popular depois que seu autor, o jornalista e escritor Archibaldo Antunes aceitou convite do senador Geraldo Mesquita Júnior para inaugurar o projeto que prevê a distribuição de títulos literários como forma de estimular a difusão da leitura no Brasil. Escrito em 2001 e revisado duas vezes antes de publicado, o romance narra entre outros fatos históricos, a trajetória de João Gabriel de Carvalho e Melo, cearense e protagonista de um drama pessoal que o colocaria co-mo um dos principais desbravadores do Acre.

O alcance desses acontecimentos sobre o autor do romance recebeu primeiro estímulo do historiador Marcus Vinícius das Neves. A convivência entre ambos garantiu o mote para o livro. “Ele abriu para mim uma janela sobre o passado acreano. Quando fui a Porto Acre tive a idéia de escrever uma história sobre esse assunto”, conta Archibaldo que preferiu não ler outros títulos similares para não se deixar influenciar. A exceção ficou com Leandro Tocantins e sua Formação Histórica do Acre, de onde foram extraídos dados técnicos que dão sustentação ao romance. “Não me preocupei muito com isto. Usei eventos históricos e reproduzi com as cores que a ficção permite”.

Em “Amazônia dos brabos” o leitor terá contato com três momentos da história do Acre que tiveram como protagonistas Galvez, Plácido de Castro e João Gabriel de Carvalho e Melo, entre outros personagens que relatos e documentos reconhecem a existência mas que a própria história trata de negligenciar. Eles se tornam o eixo de narrativas sobre as guerras e conflitos que ponteiam a formação do Estado. Acreditando que existem pessoas com habilidades, talentos e capacidades que conseguem aliar a atitude correta no momento adequado, o autor se distancia da heroização dos seus personagens. “O mais difícil de abordar foi Plácido de Castro. É complicado humanizar os heróis”, avalia.

Livro de graça
O projeto da Coleção Biblioteca Popular foi criado e está sendo executado por ini-ciativa do senador Geraldo Mesquita Jú-nior. É inédito no âmbito do Senado e coloca em prática a idéia de publicar obras de domínio público de autoria de escritores consagrados e que formam o conjunto da literatura brasileira. A dificuldade de penetração no mercado editorial de escritores que vivem fora da região sudeste foi um dos fatores responsáveis pelo atraso na publicação de “Amazônia dos brabos”. Mesmo trabalhando em um novo projeto, um relato sobre a vida de todos os ex-governadores do Acre, Archibaldo sonha com um novo romance. Não quer mais parar de escrever.

Influenciado pelo irmão se tornou leitor maduro, mas o primeiro livro lido apenas aos 12 anos causou impacto. Aos 16 soube que seria escritor. “Minha existência seria condenada à mediocridade se não fossem os livros. É lógico que um escritor quer ganhar pelo seu trabalho, mas não vou me preocupar em ficar vendendo livro de porta em porta”. Com estes Archibaldo Antunes, em sua estréia, não precisa se preocupar. O volume I da Coleção Biblioteca Popular teve tiragem de 5 mil exemplares.

Serão distribuídos gratuitamente. O único pedido que os autores do livro e do projeto fazem é que as edições sejam passadas adiante assim que o leitor concluir a leitura. Uma forma de democratizar o acesso ao livro. “Amazônia dos brabos” será lançado no dia 28 de junho em Rio Branco, às 19 horas, no auditório da Fieac.

sábado, 9 de junho de 2007

Eu quero saber de tudo

Diogo Mainardi, da Veja

Um delegado da Polícia Federal, citado por O Globo, definiu Vavá como "um cara simples, quase analfabeto, que enrola as pessoas". Eu diria que ele possui todos os predicados para suceder ao presidente da República. Vavá 2010.

Dois anos atrás, quando VEJA publicou que Vavá intermediou encontros sigilosos no Palácio do Planalto entre homens de negócios e o principal assessor de Lula, Gilberto Carvalho, ninguém deu bola para o assunto. Por algum tempo, os oposicionistas ameaçaram convocar Vavá e Gilberto Carvalho à CPI dos Bingos, mas acabaram desistindo com o argumento de que a vida particular do presidente deveria ser mantida longe da luta política.

Lula tem direito a uma vida particular? Renan Calheiros tem direito a uma vida particular? Algum político tem direito a uma vida particular? A imprensa acredita que sim. Mais do que isso: a imprensa acredita que pode determinar o que é um fato de interesse particular e o que é um fato de interesse público. Se um político tem um filho fora do casamento, a imprensa o considera um fato de interesse particular. Ela só passa a considerá-lo um fato de interesse público quando uma empreiteira paga suas contas.

Os jornalistas conhecem a intimidade dos políticos. Eles ficam a maior parte do tempo bisbilhotando os detalhes mais sórdidos sobre essa gente. Mas só publicam o que, para eles, estamos aptos a entender. A imprensa atribuiu-se um papel civilizador. Ela argumenta que é uma selvageria julgar um político a partir de seus hábitos privados. Por isso, sonega sistematicamente qualquer notícia a esse respeito.

Eu nunca me escandalizo com o comportamento dos outros. Mas me recuso a aceitar que a imprensa imponha seus valores omitindo os fatos. Se um senador é adúltero, eu quero saber. Se uma ministra dormiu com um presidente, eu quero saber. Se a mesma ministra traiu o marido com um líder oposicionista, eu quero saber. Depois concluo do jeito que quiser.

Os brasileiros acham que o fetiche da imprensa americana pela vida amorosa dos políticos é um sinal de jequice. Eu acho que jequice é delegar a um repórter de uma sucursal de Brasília a escolha sobre o que eu devo ou sobre o que eu posso saber. Os políticos precisam se sentir permanentemente vigiados. Quando a imprensa acoberta seus deslizes privados, termina por acobertar também seus crimes públicos.

A política brasileira é repulsiva. A gente deveria punir os políticos arruinando sua vida particular. Ao contrário do que se diz, não há nada de errado nisso. Se as aventuras sexuais de Marco Antônio foram relatadas pelos romanos, por que os brasileiros não haveriam de relatar as de Renan Calheiros? Renan Calheiros está para Marco Antônio assim como o Brasil está para a Roma Antiga. Marco Antônio 2010. Renan Calheiros 2010

Leal é um bom companheiro

Na matemática dos privilégios reinam as divisões desiguais. O secretário de Saúde, Osvaldo Leal, aplica, por exemplo, a aritmética da camaradagem ao exercício de suas funções públicas. A secretaria que comanda paga R$ 1 mil de diária a um grupelho de bons camaradas que fazem o sacrifício de deixar seus lares para prestar serviços no Vale do Juruá. Sim, mil reais ao dia, como denunciou o médico e deputado estadual Donald Fernandes (PSDB) há quase um mês. Instado a explicar a origem dos pagamentos, Osvaldo Leal se calou.

O que deveria ser apenas um erro de cálculo na tabuada da decência ganha contornos suspeitos ante o silêncio do secretário. Nunca é demais lembrar aos companheiros recalcitrantes que eles não são donos dos bens públicos que quase sempre malbaratam com irresponsabilidade juvenil.

Na quarta-feira, a deputada Idalina Onofre (PPS) cobrou do governo as explicações que Osvaldo Leal se recusa fornecer. Idalina voltou ao tema porque não menos que cinco pessoas de Cruzeiro do Sul a procuraram para pedir auxílio para cirurgias a que precisam se submeter. Ela então quer saber o que fazem no Juruá os médicos que ganham diárias astronômicas.

Há três aspectos interessantes do modo Leal de administrar. O primeiro é que as diárias não são contabilizadas nos contras-cheques dos médicos, o que leva o deputado Donald Fernandes a afirmar que elas são ilícitas. O segundo é que um médico bom companheiro recebe, em uma semana de extras, mais do que aquele que vive no Juruá e presta serviços o mês inteiro. O terceiro aspecto diz respeito aos critérios de seleção de quem pode e quem não pode receber diárias de mil reais.

A matemática do bom senso ensina que quanto maior a vantagem, menor será o número de privilegiados.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Riscos de ser professor

Enviado ao blog pelo professor Ednei Muniz

Saúde dos educadores
A saúde dos professores está em sinal de alerta. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, um em cada dois professores está exposto ao risco de sofrer um ataque cardíaco; constata-se também prevalência de distúrbios advindos do estresse, labirintite, faringite, neuroses e doenças dos aparelhos locomotor e circulatório em docentes; segundo dados oficiais, 60% das solicitações de licença por motivo de doença relacionavam-se a distúrbios nervosos. Além disso, verificou-se, entre pessoas hospitalizadas por doenças mentais, maior incidência de neuroses com depressão entre os professores do que em outras categorias profissionais. Os dados foram apresentados pelo professor Edinei Muniz para justificar a necessidade da criação da Clínica do Educador.

Saúde dos educadores II
O ensino possui características particulares, geradoras de estresse e de alterações do comportamento dos que nele trabalham. Estudos realizados no Brasil têm demonstrado que os docentes estão permanentemente sujeitos a uma deterioração progressiva da sua saúde física e mental. O estresse já é reconhecido por organismos internacionais como "enfermidade profissional", cujos efeitos atingem inclusive o ambiente escolar. É considerado pela OIT não somente como um fenômeno isolado mas "um risco ocupacional significativo da profissão". A clínica do educador é mais que necessário nesse contexto.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Frase

"O governo do PT é corrupto que se alia a outros corruptos".
Deputado Luiz Calixto, hoje na Assembléia, sobre o pagamento de R$ 3,7 milões ao ano que o Detran vai fazer a empresa Elizeu Kopp e Cia Ltda por doze radares na capital.

Sessão conturbada

Radares
Os 12 radares que custarão quase R$ 4 milhões por ano aos cofres públicos virou bate-boca hoje na Assembléia Legislativa. A denúncia é do deputado Luiz Calixto (PDT), que ironizou a confusão que o líder do PT na Casa, Taumaturgo Lima, fez entre a quantidade de radares e a de placas que indicam a existência daqueles.

Aos gritos
O clima esquentou quando o pedetista teceu críticas a Mancio Lima Cordeiro, irmão de Taumaturgo, e atual secretário da Fazenda. Aos gritos, o petista exigiu "mais respeito".

Questão de estilo
Calixto aproveitou para criticar o estilo chavista do governo, que determina a linha editorial dos jornais acreanos. Lembrou que o assessor Oli Duarte, nos dias de sessão, senta-se entre os jornalistas para "influenciar suas opiniões". De fato, Oli não faz nada além de cochichar ao ouvido dos repórteres e falar ao celular, seu esporte predileto.

O chavista Diniz
Ao defender hoje o colega Taumaturgo das críticas do deputado Calixto, o comunista Moisés Diniz confessou-se "chavista". Disse ter orgulho de sê-lo. Como uma estultície sempre anda acompanhada de outra, Moisés Diniz afirmou que se ofenderia em ser chamado de "bushista". São tantas as asneiras ditas pelo parlamentar que fiquei em dúvida se ele é "chavista" por causa do ditador venezuelano ou por causa do seriado do SBT. "Foi sem querer querendo..."

Hospital sem médicos
A deputada Idalina Onofre (PPS) reclamou de que o hospital de Cruzeiro do Sul, inaugurado quatro vezes nos últimos anos, não dispõe de médicos. Ela lembrou denúncia do colega Donald Fernandes (PSDB) sobre pagamento de diárias de R$ 1 mil a médicos de Rio Branco que se deslocam ao Juruá. "O que esses médicos estão fazendo, já que nesse fim de semana cinco moradores de Cruzeiro foram à minha casa necessitando de cirurgia?", questiona-se a parlamentar.

Baratas
Idalina concluiu dizendo que o hospital do seu município foi "entregue às baratas".

Mutreta
Donald Fernandes aproveitou o assunto para lembrar que há mais de um mês solicitou da Secretaria Estadual de Saúde informações sobre as diárias de R$ 1 mil pagas a médicos da capital que se deslocam ao Vale do Juruá. Como os valores não constam nos contras-cheques, Donald afirma que no negócio tem "mutreta".

Aritmética
Na aritmética dos privilégios, um médico amigo do secretário de Saúde que passa uma semana em Cruzeiro do Sul recebe mais do que o que mora lá e trablha o mês inteiro.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Raimari escreve

Caro Archibaldo:

Fico feliz que tenha assumido a responsabilidade pelo blog Xapuri Verdade, que parece ter sido criado por alguém que algo temia, pois antes que você passasse a aí escrever, postavam nesse espaço maledicências sem que os textos fossem subscritos. Atitude odiosa que você, ressentimentos à parte, cumpriu com o dever de eliminar.

Esta mensagem, no entanto, não possui nem de longe o objetivo de lhe tecer elogios, senão de tentar recompor algumas imprecisões publicadas no seu comentário na postagem Leitor quer resposta de radialista, que diante do seu reconhecido espírito democrático, acredito que reservará alguns minutos para avaliar.

Jamais censurei opiniões contrárias à política que você afirma que defendo. Prova disso é que no programa de rádio que apresento na Rádio Educadora 6 de Agosto, tenho recebido representantes de todas as correntes políticas de Xapuri, entre os quais o próprio prefeito Vanderley Viana, que por três ou mais oportunidades sentou-se comigo frente ao microfone daquela emissora.

Pode-se dizer, certamente, que três oportunidades para que o prefeito, maior autoridade civil do município, pudesse utilizar aquele veículo público para falar de suas ações seja muito pouco. Também acho. Mas esse fato deu-se pela incapacidade que o prefeito possui em dialogar sem partir para a agressão verbal e outros destemperos. Não sabe ser cordial. O que é uma pena.

Outro fato é que a recusa do prefeito em fornecer a sua versão sobre os fatos, o desabilita a acusar a quem quer que seja de distorcer as informações. A medida tomada pelo prefeito de impedir que funcionários e secretários concedessem entrevistas jamais possuiu caráter preventivo contra mim, e sim contra a possibilidade de divulgação de desmandos que, possivelmente, motivaram algumas drásticas decisões tomadas recentemente, e que até esse momento encontram-se mal explicadas.

Quanto aos comentários seus que me recusei a postar, explico a atitude pelo desejo em não dar prosseguimento em uma discussão tola e, ao mesmo tempo ofensiva, que passamos a travar em virtude de nossas diferenças de postos e pensamentos. Ao contrário do que afirmou, também sou amante da liberdade de expressão e, apesar de reconhecer que esta realmente encontre muitos atravanques à sua efetiva prática no nosso país, seja onde for, garanto-lhe que morrerei defendendo-a como uma das mais fundamentais garantias da nossa Constituição.

No mais, coloco, com sinceridade, o espaço daquela simples e mal escrita página na internet, bem como o singelo programa que me atrevo a apresentar, à sua inteira disposição para fazer os comentários que achar necessário, apesar de você haver afirmado que se ocupa de meus textos para fins lúdicos e considerar que o termo apedeuta seja um predicado que me caia bem, com certeza pelos deslizes gramaticais aos quais fez questão de enumerar no seu blog por algumas oportunidades.

Estarei publicando resposta ao leitor do seu blog.

Atenciosamente, Raimari Cardoso.

Respondo: Altercações fazem bem a pessoas civilizadas. Do achincalhe, do menoscabo, das ofensas mútuas passou-se a um tom menos agressivo. Lá e cá. Abdiquei aos termos pejorativos, reconhecendo-lhes a impropriedade, e observo que o Sr. Raimari carrega menos nas tintas ao criticar o prefeito Vanderley Viana. Críticas são necessárias, reconheço. Mais necessário que elas, porém, é o senso de justiça que não pode faltar a quem critica. Vale, por exemplo, citar os destemperos do atual prefeito, desde que com a devida ressalva de que são menos graves que os desmandos praticados pelo antecessor. Entre um político rude e outro ladrão, fico com o primeiro. E tolero quem vota no segundo.

Rir é o único remédio

Buemba! PF descobre tanta quadrilha que só falta o pinhão, a pinga e a paçoca!

Buemba! Lula visita a Índia. E assim que ele e a dona Marisa chegaram a Nova Délhi eles abraçaram imediatamente o hinduísmo. O Simão acha que eles abraçaram mesmo foi o "indoísmo". Eles estão sempre "indo" para algum lugar! Rarará! Aliás, a filosofia da dona Marisa é: "Moro no mundo, passeio em casa!" O problema não é o Lula viajar. O problema é ele voltar!

Leia mais aqui.

Desculpem a nossa falha

No post aí embaixo escrevi espera com "x". É de exasperar qualquer um. O lapso já foi corrigido.

Na volta ao Brasil, Alckmin retoma ataques a Lula

Do blog do jornalista Josias de Souza

De volta ao Brasil, depois de usufruir de uma bolsa de estudos de quatro meses em Harvard, Geraldo Alckmin retomou a prática de seu esporte predileto: bater naquele que o surrou na disputa presidencial de 2006. “O Lula ganhou um novo mandato, mas o Brasil não ganhou um novo governo”, disse Alckmin. “Já se passaram seis meses e nenhuma reforma, seja a política, trabalhista, tributária ou a continuação da previdenciária andou. Enquanto isso continuam os casos de corrupção no governo”.

O último escândalo de corrupção, lancetado pela Operação Navalha é amplo e pluripartidário. Alcança, por exemplo, o governador tucano de Alagoas, Teotônio Vilela Filho. Mas sobre isso Alckmin não disse palavra.

Os dois projetos políticos do ex-presidenciável são a obtenção da presidência do PSDB, no final do ano, e o lançamento da candidatura à prefeitura de São Paulo, em 2008. Sobre esses dois temas, porém, Alckmin foi só desconversa: “Ainda é muito cedo para discutir isso; a eleição está longe e vamos avaliar o melhor momento para conversar sobre o assunto. Além do mais, não estou pensando em cargos".

Jorge Viana ajuda Lula a governar o Brasil

Romerito Aquino, da Agência Kaxiana

Considerado amigo e aliado do presidente Lula, o ex-governador do Acre, o petista Jorge Viana, idealizador do conceito de florestania (cidadania na floresta), é hoje uma espécie de conselheiro pontual tanto do governo de seu estado, que ele começou a transformar em modelo de sustentabilidade amazônica, quanto do governo federal, onde ajuda a ministra e conterrânea Marina Silva, do Meio Ambiente, a consolidar a transversalidade ambiental em todos seus ministérios, empresas, autarquias e fundações.

Comentário deste blog: os petralhas acham que nós somos burros. Depois de uma luta renhida e de uma espera vexatória por um ministério (qualquer unzinho) no governo do companheiro Lula, Jorge Viana teve que se contentar em dar aulinha de desenvolvimento para empresário acreano. Disseram na época que ele preferiu "ficar no Acre". Agora eles voltam com a história de que Viana ajuda Lula a governar (não sei se rio ou choro). O príncipe, afinal, virou ministro. Sem pasta.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

O futuro é agora

No encontro organizado ontem em Sena Madureira pela Aleac (Assembléia Legislativa do Estado do Acre) com vereadores e outros representantes das comunidades do Alto Purus, o deputado Luiz Calixto (PDT) disse que está na hora de darmos um basta aos planejamentos estatais que acabam miseravelmente em coisa nenhuma. A iniciativa do presidente da Assembléia, Edvaldo Magalhães, do PC do B, em envolver os parlamentares estaduais e as comunidades nos debates sobre desenvolvimento e inclusão social é louvável sob todos os aspectos, mas sobretudo por tirar da clausura uma instituição marcada pela inoperância que caracterizou o longo período em que esteve à frente daquela Casa o antecessor de Magalhães, Sérgio Petecão.

O perigo das boas intenções, porém, é que elas permaneçam exatamente boas intenções. Nos últimos anos, muitos projetos e investimentos foram anunciados pelo governo como capazes de trazer bem estar à população, dinamizar a economia e gerar empregos. Passado o tempo, ficou-nos a constatação de que era puro ilusionismo de quem lança mão de truques políticos para manter-se no comando.

O discurso do deputado Calixto é correto por chamar a atenção sobre o aspecto mais visível de um governo até agora feito para os olhos. O Acre precisa de menos consultores e mais autoridades comprometidas em buscar soluções para o conjunto dos graves problemas que presenciamos. Desatracar da fase do planejamento, como disse o pedetista, e afinal navegar nas ondas da execução deve ser o objetivo maior de toda autoridade imbuída do dever de levar adiante um estado cujo maior avanço foi conquistado na área da publicidade governamental.

Envolver a Assembléia Legislativa nos debates sobre progresso é uma atitude elogiável. Mais ainda será se não passar de um factóide para desviar a atenção do eleitor enquanto o governo consome tempo e impostos em planejar o futuro – que deveria ser agora.

Frase

“O problema da oposição é que ela usa a mentira como norma de conduta no debate político.”
Carioca Nepomuceno, no Página 20 de hoje.

Comentário deste blog: o problema do Carioca é que ele se acha dono da verdade.

Deu no jornal

Nota da coluna Poronga, do jornal Página 20, desta sexta-feira:

Amazônia dos Brabos
O jornalista Archibaldo Antunes lança no fim deste mês o romance “Amazônia dos Brabos”. A obra foi publicada no Senado Federal, por iniciativa do senador Geraldinho Mesquita (PMDB). Entre outras histórias, o romance reconta a saga de João Gabriel de Carvalho e Melo, desbravador do Acre.